Arte e design – uma reflexão sobre suas distinções.

Reflexões e distinções entre arte e design

Durante o “Arlequinal Sampa 2007” 1 ocorreu Debate Sindical que discutir pretendia
“Tensões do brasileiro de desenho na contemporaneidade” mas, que POR FIM, Virou Uma acalorada
DISCUSSÃO Sobre o Lugar do Projeto na atualidade. O Motivo fazer “Desvio”: Duas havia posturas
Acerca do Design em Jogo: OS COM Opinião Mais tradicional [que POR Conveniência chamarei
aqui de ‘Modernistas’] hipermoderna e aqueles com Uma Visão Mais ‘ “[ou algo Além Disso,” a ”
Vanguarda, defensora do “bom senso”].
A corrente modernista foi veemente em hum Ponto: “projetar NÃO e Arte”.
da Neste PRESENTES debate estavam: o desenhador de Dijon de Moraes, o escritor e Ph.D em
História da Arte Rafael Cardoso, O Professor Cláudio Luis Portugal e hum Dos Pioneiros Fazer
projetar no Brasil Alexandre Wollner.
Em de dado momento, Cardoso, Fez hum Seguinte Afirmação: “designers Voces estao
Fazendo Uma ideia errada faze Que e UMA ARTE, preocupados Os Artistas de Hoje estao Com quanto
mesmas Questões Que desenhistas SO OS “.

A Complexidade do Mundo Contemporâneo nsa Levou Um Outro Patamar, Hoje o Paragrafo
Projeto caminha com a modernidade, ea liquidez da contemporaneidade reconfigurou o
design.
Antes de abordar Questões pertinentes AOS limites entre Desenho e arte, recorto Dois
Pontos de Correntes vista, o de Bicudo (2008) OE de Flusser (1997). Vale Lembrar Que o
Motivo Desta ESCOLHA TEM Uma Razão: dentre Como Visões Correntes, essas Duas São compatíveis
com Nossas Ideias.
O Projeto na contemporaneidade trabalha interdisciplinarmente em hum contexto
estratosférico infinito, Alimentação recebendo costas e redefinindo SEUS Processos e Projetos ATRAVES
Deles constantemente. Marcelo Bicudo chama ESSA Maneira de Pensar o Projeto de “Projeto
Líquido”:

“É UM contínuo” work in progress “, Transformando o Projeto em Uma Prática
projetual líquida, mutante. Projeto novo Esse servir Como antídoto à Replicação de
Fórmulas projetuais, AO MESMO ritmo estabelecendo hum Método Que nega oa priori,
Criando hum antimétodo”. (Bicudo, 2008)

O Projeto TAMBÉM PODE Ser Pensado Como Uma Ferramenta de
modificação. Projeto que O Entendemos, Hoje, e Um dos MAIORES formatadores de Nossa
cultura, podendo Nenhum plano cultural PROMOVER Mudanças e elevar “a Informação” Hum hum nivel que os
comportamentos influencie.
Mas e como artes plásticas? O Que ELA ESTÁ produzindo e Quais Como SUAS (des) semelhanças
de projeto com o?

NÃO é Nossa pretensão desenvolver OS Caminhos que Como artes plásticas TEM se
enveredado atualmente, mas Levantar Alguns Dados Relevantes e refletir o estado Atual da arte e
do design de de nenhuma Que se referem AOS Processos, propondo Debate Sindical a Respeito Esse.
Na Arte Hoje, Não existem barreiras de tempo / Espaço, ELA se inter – relaciona com
Outros Meios de linguagem.

“Pensando no que comumente se estabelece Como artes plásticas, Não Há Mais
limites Entre pintura e desenho, Ação e Desempenho, Objeto e escultura, Instalação e
site-specific Trabalho. Como Criações Desse segmento São invadidas OU invadem o cinema,
o teatro, a dança, a música, o Espaço urbano, o ciberespaço, o design, OS Meios de
Comunicação, a Política, Como Relações Sociais UO a biotecnologia … “. (Charles Narloch,
2006).

Vemos Que a arte VEM se misturando com OS Processos projeto Fazer, e Os desenhadores
Entrando há Universo das Artes. Ambas E Como áreas PODEM (e acreditamos, devem atuar) Como
questionadores do status quo.
Exemplo disto E a obra “elemento desaparecendo / elemento desaparecido” do artista
plástico Cildo Meireles, o artista cria Uma obra / PRODUTO em que O Público de e levado a
consumir “picolés de água”. Enquanto se fazer do chupa o picolé, le-se no palito a frase “elemento
desaparecendo” ao Termina-lo Encontra-se a frase “desaparecido elemento”. A obra / PRODUTO
discute, atraves de Processos do design, A Questão Fazer AQUECIMENTO EA mundial possibilidade da
crise da falta de Água.
Para Cardoso (1998), O Que distingue o Projeto de grande parte do artesanato e da arte,
E que no material de de Concepção o Fato (factum) Que se pretende Gerar NÃO E Feito (factus) Pelo MESMO
Individuo Que deu Início Ao Processo Ao Conceber Uma idea

Hoje não posso ver esta distinção, como posso notar na obra de Meireles. Sua
Contribuição foi na Criação e ordenação do Projeto, porem a execução propriamente dita,
dependeu de diversos “Colaboradores”. ASSIM, seu trabalho “artístico” se assemelha com o
trabalho “Free Beer” do dinamarquês Superflex Grupo.
“Cerveja Grátis” E UMA obra / PRODUTO que discute uma Idéia de Direitos Autorais e software
Livre. O coletivo CRIOU UM Cenário de compra / venda / Distribuição e Comercialização de Uma
cerveja, e abriram Uma Receita da bebida para quê QUALQUÉR pessoa POSSA produzi-la.
Um de Atuação Fazer Superflex se assemelha Ao Trabalho fazê setembro forma – Sustentável
Projeto de Todos os dias, idealizado docentes Pôr do Curso de Projeto FAÇA Politécnico de Milão, Itália,
o Projeto dispoe na web2 Uma catalogação de Possíveis Cenários Paragrafo cotidianos Futuros,
ATRAVES Fazer Pensar Estratégico desenhar.

Hoje, Além Deste inter-Trânsito fluido Entre arte e design, Duas Como áreas também
estao ‘preocupadas com Como mesmas Questões’. O Relevante E Notar que dos Dois Objetos de Análise (Superflex e SEP) latu sensu, o Objeto da arte se Projeta de Uma forma em Que ELE E
Mais visto.
O poder de transformação social do projeto em relação às artes plásticas é menor?
O Que vemos E Uma arte Fazendo Melhor este papel, Sendo Mais articulada, Mais vista e
Melhor entendida.
O design ou a arte pode fazer com que o enunciatário questione o status quo. E em hum
Cenário interessante, SUAS distinções PODEM (e devem, acreditamos) neutralizadas ser, afim de
que atraves da Comunicação Haja Transformação.
Tanto a obra de Meireles Como Uma obra do Superflex trabalham com Objetos de Fácil
assimilação do Público em Geral. Diferenças SUAS, que no Caso Primeiro, Uma obra Ruas como vai, E
‘consumida’ Por hum Público Mais AMPLO, JA O Trabalho do Superflex fala hum hum Público
elitizado.
O trabalho “elemento desaparecendo / desaparecido elemento” TALVEZ POSSA Ser
considerado Mais Relevante (enquanto transformador social) POR atingir hum Maior Número de
PESSOAS.

Nesta obra / PRODUTO, Meireles cria Uma logomarca Paragrafo uma Empresa, adquire
Equipamentos e insumos, e estabelece Relações contratuais. Esta obra / performance / Instalação /
PRODUTO [Alguma Coisa Disso, ou Tudo Mais ISSO] TEM Como finalidade Levar O Público / Consumidor a
refletir Sobre Questões Ambientais ea crise da escassez da Água potável. Tudo ISSO enquanto o
“picolé” é consumido.

Design, do histórico a resignificação

Da obra de Meireles, foram observados Dois Pontos de Distribuição Durante a Mostra: o
Itaú Cultural EO parque Trianon. Em Frente ao Itaú Cultural, picolés OS foram Distribuídos de Fazer
“felicidade” FICA Lado de Fora, que POR ao Lado de Uma escola pública. Realmente Uma obra de
Meireles Chegou Às Pessoas e Como fez ampliar o Repertório Acerca de consumo e de
sustentabilidade.
Embora Barbatanas OS Sejam Nobres, Meios SEUS [Método / processo] possuem Uma lacuna NÃO
Que Diz Respeito a final etapa, Fazer o ciclo de vida da obra / PRODUTO, SEJA OU, O Seu Resíduo
descartável, vista Fazer Ponto de da minunciosa fragmentação fazer Processo de Criação Utilizado
estilistas Pelos.
Apesar da Eficiência da obra / performance / Instalação / PRODUTO, um Fato nsa Chamou
Atenção: todos Os Dias Nos Pontos de Distribuição dos picolés, dezenas de palitos e Embalagens
estavam NAS Calçadas. Pensou na Água, mas NÃO pensou no lixo … POR QUE ELE NÃO pensou no
lixo?

O artista não tem preocupação com as questões de qualidade?
Entendendo Qualidade Como Uma Preocupação com TODO o ciclo de vida do Produto (OU
obra), O Que Podemos observar, E NÃO Que houve Uma aparente Preocupação do artista com o Resíduo final. Dizemos “aparente” porque se houve Uma Preocupação, ELA NÃO SE materializou
Dentro da obra / / Instalação / proposto PRODUTO desempenho.
Meireles passeia Pelos Processos do Design e NÃO trabalha com a Questão da Qualidade,
Uma Preocupação que acreditamos Ser Recorrente (OU Pelo Menos Deveria ser) no Trabalho do
designer. No entanto a intenção Deste Trabalho NÃO E refletir o potencial de Crítica que Uma
Obra PODE ter, MESMO pois na Produção Atual do design, encontramos Produtos Que Não Se
preocupam com a Questão da Qualidade e NÃO ficamos APENAS no Campo da sustentabilidade,
mas de Uma Série de determinantes para um projeto razoavelmente honesto.

Considerações finais

Na contemporaneidade, a Nosso ver, O Que distingue o Desenho da arte, NÃO ESTÁ
Simplesmente NÃO Envolvimento do Criador (artistas projetistas UO) com Como Fases da Criação –
Como aponta Cardoso (1998), apresentado Artigo Neste – pois, um dia Cada, OS SEUS Processos
TEM if maïs tornado semelhantes.
O Que distingui o Desenho da arte, E Que O Primeiro Uma Mostra grande Preocupação com
Questões de “Qualidade” (intrínseca, em tese), desde o Fator histórico Até hum resignificação SUA.
Já “o artista”, no caso, não mostrou esse comprometimento com uma “qualidade”. Uma Coisa E
Fato, Como Fronteiras Entre arte e projeto de estao si Tornando Cada Vez Maïs tenues. E Ambas TEM
Muito a oferecer Uma A Outra, dentre ELAS Uma arte Pela SUA Característica catártica, EO projetar
Pelos “Qualidade” SEUS Processos e Questões de.

autores: Vanessa Espínola e Thiago Coutinho-Silva

Notas

1 Encontro “Arlequinal Sampa de 2007,” Aconteceu Entre Os Dias 15 e 18 de novembro de 2007 no Centro
Universitário Belas Artes.

2 www.sustainable-everyday.net

 

Referências
BICUDO, M. Projeto Líquido. Comunicação Interespacial e Arquitetônica. Tese de
Doutorado, PUC-SP, 2008.
CARDOSO, R. Desenho, Cultura material de OE Fetichismo dos Objetos. Revista Arcos, V. 1, nº
Único, um de 1998.

DELEUZE, G; GUATARRI, F. Mil Platôs. V. 1. São Paulo: Editora 34, 1995.
FLUSSER, V. O Mundo Codificado. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
Narloch, artes C. Das liberais Ao hibridismo: a Revolução dos Conceitos NAS artes
visuais. Em: Processo Net, 2008. http://www.netprocesso.art.br acessado em: 28/05/2008.

Texto publicado em 8º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design

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